Kalshi capta USD 1 bilhão com avaliação de USD 40 bilhões e amplia a oferta para várias classes de ativos
A Kalshi captou USD 1 bilhão em uma rodada co-liderada pela Sequoia e pela Wellington, que avaliou a empresa norte-americana em USD 40 bilhões. Tiger Global Management e Dragoneer Investment Group também participaram, segundo uma fonte familiarizada com o assunto.
A empresa pretende ir além dos contratos sobre eventos esportivos e eleições que impulsionaram seu negócio. O objetivo é desenvolver uma plataforma de negociação para várias classes de ativos. Essa estratégia coloca a Kalshi em concorrência mais direta com operadores de bolsas, como CME Group e Intercontinental Exchange, controladora da New York Stock Exchange.
Avaliação cresce após nova rodada
A nova rodada ocorreu pouco mais de cinco meses depois de a Kalshi captar mais USD 1 bilhão. Liderada pela Coatue, a rodada anterior avaliou a empresa em USD 22 bilhões. Portanto, sua avaliação aumentou quase 82% nesse período. Juntas, as duas rodadas trouxeram USD 2 bilhões em novo capital para a empresa em cerca de seis meses.
De contratos sobre eventos a futuros perpétuos
A expansão dos produtos já está em andamento. Em 2026, após a aprovação da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), a Kalshi começou a oferecer futuros perpétuos. Primeiro, listou contratos perpétuos de criptomoedas e, depois, ampliou a oferta para índices de ações e metais.
Os contratos perpétuos, ou ‘perps’, não têm vencimento. Assim, os operadores podem manter uma posição aberta pelo tempo que quiserem, sem substituir o contrato quando ele vence. A alavancagem pode ampliar significativamente tanto os ganhos quanto as perdas. Esses produtos aproximam a oferta da Kalshi dos instrumentos comuns nas bolsas de derivativos e a afastam dos contratos sobre eventos que deram origem à empresa.
Escrutínio jurídico e posição no mercado
O investimento chega em um período de maior escrutínio jurídico e público sobre o setor de mercados de previsão. Críticos de plataformas como Kalshi e Polymarket afirmam que os produtos se assemelham a jogos de azar e podem incentivar comportamentos viciantes. Em outubro de 2026, o procurador-geral de Utah apresentou acusações criminais contra a Kalshi e dois de seus executivos. A alegação é que a empresa promoveu ilegalmente jogos de azar on-line.
As plataformas de mercados de previsão ganharam destaque desde a última eleição presidencial dos Estados Unidos. Dados da Dune Analytics indicam que a Kalshi ultrapassou a Polymarket em participação de mercado no último ano. A Polymarket, por sua vez, enfrentou atrasos para lançar sua plataforma nos EUA e é alvo de uma investigação da CFTC.
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